Sobrenome: alegria
Sobrenome: alegria
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No clássico pot-pourri de sambas eternizado no show “Dois na Bossa”, ao lado de Elis Regina, Jair Rodrigues cantava um verso de Cartola e Elton Medeiros que parecia feito por encomenda: “a sorrir eu pretendo levar a vida”. Assim foi. Difícil não associar Jair à imagem da alegria. E quando cantava a tristeza, dizia: “por favor, vá embora”.

Vê-lo chorar num palco, só se fosse de felicidade. Aconteceu em 2006, quando o Prêmio da Música Brasileira lhe prestou merecida homenagem. Dizendo que era o dia mais feliz de sua vida, Jair não conteve as lágrimas. E nos emocionou a todos. O artista de origem humilde, que começou a carreira como crooner no interior de São Paulo e participou de programas de calouros na televisão, era ali o astro-rei – o centro das atenções no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O pranto rápido e emocionado durou pouco. Saiu em disparada. A lembrança que ficou do resto daquela noite e de toda a sua carreira foi a de um artista risonho, que despertava ternura e simpatia, interpretava cada canção com alma.

O samba e a música brasileira ficam mais pobres – e tristes – sem ele.

Som que motiva
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Dorival Caymmi foi docemente mordaz ao dizer que quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé. Porém, nos dias de hoje, o mundo corporativo tem percebido que o samba – homenageado do 25º Prêmio da Música Brasileira – pode ser um grande aliado para motivar funcionários de empresas.

Reportagem produzida recentemente pela agência de notícias espanhola EFE mostra o trabalho de um músico que há mais de dez anos utiliza tambores, repiques e pandeiros como instrumentos de motivação em multinacionais instaladas no Brasil.

Mestre Adamastor, como é conhecido, diz que o objetivo é usar a emoção para mudar comportamentos. “A atividade não é festa por festa, mas a transmissão de uma mensagem de superação e esforço sem perder a alegria. É preciso fortalecer a motivação para conseguir alcançar bons resultados”, disse ele à agência.

País do futebol
País do futebol
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“Brasil está vazio na tarde de domingo, né? Olha o sambão, aqui é o país do futebol”

O esporte em que somos pentacampeões do mundo está na alma brasileira. E no samba. Exemplos como a canção “País do Futebol”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, não faltam.

Essa harmonia entre as duas paixões populares se aguça no momento em que a seleção brasileira é convocada para uma Copa do Mundo. E ainda mais quando a Copa é aqui, no quintal da nossa casa.

Lamartine Babo compôs os hinos dos principais clubes cariocas. Lupicínio Rodrigues fez o do Grêmio de Futebol Portoalegrense. Adoniran Barbosa cantou seu Corinthians. Luiz Ayrão e Jorge Benjor celebraram o Flamengo e o futebol (Benjor, aliás, fez o lendário Umbabarauma, atacante do Zaire na Copa de 1974, virar um grande sucesso ao compor “Ponta-de-Lança Africano”). Isto sem falar em João Bosco, Moraes Moreira e tantos outros que batem uma bola redondinha..