O sabiá e os cravos
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O 25 de Abril é uma data histórica para os portugueses. Nesse dia, em 1974, ocorreu a Revolução dos Cravos, que encerrou uma ditadura que perdurava desde 1933 e abriu espaço para a volta da democracia. Enquanto isso, vivia o Brasil a primeira metade de um regime de exceção que só teria fim uma década depois.

Um ano antes da revolução portuguesa, Chico Buarque (em parceria com Ruy Guerra) havia lançado “Fado Tropical”, canção que fazia um paralelo entre as realidades dos dois países e anunciava: “Esta terra ainda vai cumprir seu ideal / Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”.

Profecias à parte, Brasil e Portugal trilharam seus caminhos entre afinidades e diferenças. Na música, ao longo dos anos que se passaram, nem sempre o diálogo foi fácil. Mas houve recentemente um movimento que nos trouxe novidades d’além mar. Artistas como Carminho e António Zambujo, por exemplo, começaram a abrir portas para que a canção portuguesa seja vista com outros olhos e as duas culturas se (re)aproximem. Foi o que se viu no ano passado, na 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira.

Convidados a participar da festa, eles subiram ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para homenagear Antônio (Brasileiro) Jobim. E quis o destino que cantassem uma parceria de Tom e… Chico Buarque. Justamente “Sabiá”, uma canção que fala de exílio – fado tão comum aos que enfrentaram as ditaduras dos dois lados do Atlântico.

O rei do breque
O rei do breque
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Não é mentira: ele nasceu no dia 1º de abril. Sinal precoce da malandragem que seria sua marca no samba, onde fez carreira como cantor e compositor. Mas vale dizer que esse “malandro” trabalhou duro e fez shows até pouco antes de falecer, aos 98 anos.

Quando falamos nas variantes do samba – homenageado do 25º Prêmio da Música Brasileira –, é quase impossível não recordar Moreira da Silva, que tornou-se a referência maior do chamado samba-de-breque. A bem da verdade, quem inaugurou o estilo, em que a música é subitamente interrompida para o intérprete encaixar frases faladas, foi outro cantor, Luiz Barbosa, nos anos 1930. Mas Moreira aperfeiçoou a técnica e virou o grande nome do gênero.

Dia Nacional do Choro

Nem todos ligam o nome de Alfredo da Rocha Vianna Júnior ao responsável pela instituição do Dia Nacional do Choro, que é comemorado em 23 de abril, justamente a data do seu aniversário. Mas basta dizer que se trata de Pixinguinha, um dos maiores músicos deste país em todos os tempos.

Como flautista, saxofonista, maestro ou compositor, Pixinguinha foi, indiscutivelmente, o grande nome do choro, esse gênero musical tão nosso e tão próximo do samba – o homenageado do 25º Prêmio da Música Brasileira.