Brasil em forma de aquarela

Se nasceu de um “sonho genial”, não se sabe. Mas Silas de Oliveira, um dos grandes sambistas cariocas, foi de uma profunda felicidade ao render sua homenagem a Ary Barroso, o compositor de “Aquarela do Brasil”. Naquele fevereiro de 1964, a escola de samba Império Serrano desfilou com “Aquarela Brasileira”, samba-enredo de Silas que ficou eternizado como um dos maiores da história do carnaval do Rio de Janeiro.

A letra passeia pelo território nacional, destacando valores culturais, geográficos e arquitetônicos de cada região. É um samba-exaltação, tal qual a canção de Ary, cuja “Aquarela” ganhou o mundo e foi uma das responsáveis pela internacionalização do samba.

Lamentavelmente, Ary morreu no dia do desfile, abalando os componentes da escola, que terminaria em quarto lugar. Quarenta anos depois, o Império Serrano voltaria a desfilar com o samba de Silas de Oliveira. Ficou em nono. Mas conquistou o Estandarte de Ouro, prêmio oferecido pelo jornal O Globo, como Melhor Escola e Melhor Samba-Enredo.

De todas as artes
De todas as artes
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O maior prêmio da música brasileira não envolve apenas cantores, compositores e músicos. Palco, plateia e bastidores da premiação são frequentados por gente de todas as artes. E esse congraçamento entre todas as expressões artísticas é a representação fiel da riqueza cultural do nosso país.

No lançamento do livro “25 Anos do Premio da Música Brasileira”, no dia 15 de abril, essa pluralidade era visível. A atriz Fernanda Montenegro, que já apresentou a festa do PMB, esteve lá para buscar seu exemplar. Assim como Ney Latorraca, Maitê Proença, Maria Padilha, Débora Bloch, Isabel Fillardis, o escritor e jornalista Zuenir Ventura, o fotógrafo Evandro Teixeira, a  poeta Elisa Lucinda e tantos outros.

A Voz do Samba… na TV

Domingo é dia de Páscoa. Também é dia de samba. No ano em que o 25º Prêmio da Música Brasileira homenageia o samba, José Maurício Machline – idealizador da premiação – comanda uma série de programas sobre esse ritmo tão essencialmente brasileiro. “Vozes do Samba“, uma produção do Canal Brasil com direção de David Pacheco, estreia neste dia 20, às 20h30.

São quatro programas semanais que abordam diferentes aspectos da história do samba no país, sempre com grandes convidados e números musicais exclusivos, com o acompanhamento fixo do grupo Sururu na Roda. As gravações foram realizadas no Rio Scenarium, casa carioca famosa por receber grandes nomes do gênero.

O primeiro programa tem como tema “A Raiz do Samba”. As atrações são Moacyr Luz, Mariene de Castro, João Cavalcanti (do grupo Casuarina), Moyseis Marques e Pedro Miranda – com uma participação especial de Zélia Duncan, que foi assistir às gravações e acabou convocada para dar uma “canja”.