Samba-rock
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Meses antes de morrer, a cantora Janis Joplin esteve no Brasil. Foi em 1970. E ela, um dos maiores nomes do rock em todos os tempos, também se deixou seduzir pelo samba, o homenageado do 25º Prêmio da Música Brasileira.

A foto abaixo pertence ao acervo do Arquivo Nacional e registra a incursão da roqueira pelo carnaval carioca, naquele mês de fevereiro. Conta-se que ela ainda tentou, sem sucesso, desfilar em uma escola de samba.

 

Soltando a voz nas estradas

Em 2011, no ano que teve Noel Rosa como grande homenageado, o Prêmio da Música Brasileira começou a botar o pé na estrada. Com o apoio da Vale, patrocinadora do evento, um pequeno grupo de artistas saiu em turnê pelo Brasil para compartilhar a emoção do PMB com as populações de outras cidades. Foi logo após a festa de premiação, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Assim, durante o mês de julho, Arlindo Cruz, Lenine, Sandra de Sá e Zélia Duncan passaram por São Luís (MA), Carajás e Belém (PA), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). A cada parada, o grupo recebia um artista local. E o mestre de cerimônias era o ator Murilo Rosa. As apresentações foram gravadas e saíram em CD/DVD pela Biscoito Fino.

De lá pra cá, a história se repete. O PMB leva um pequeno grupo de artistas para mostrar – pelo Brasil afora – a obra do homenageado de cada edição. Este ano, a vez é do samba. As datas e os locais da turnê você pode conferir aqui.

Centenário Lupicínio

“Há pessoas com nervos de aço, sem sangue nas veias e sem coração… “

São versos de “Nervos de Aço”, clássico da canção popular brasileira criado pelo portoalegrense Lupicínio Rodrigues. Em 2014, comemora-se o centenário desse grande compositor, um dos maiores nomes do samba-canção – vertente mais melancólica do nosso samba, influenciada pelo foxtrote americano. Impossível, portanto, deixar de lembrar Lupicínio neste ano em que o samba é o homenageado do 25º Prêmio da Música Brasileira.

Apaixonado por futebol e torcedor do Grêmio, foi ele quem compôs o hino do clube. Também fez marchinhas de carnaval, mas foi com as canções que falavam das dores de amor, geralmente fruto de situações pessoais, que fez mais sucesso. Assim nasceram “Nunca”, “Esses Moços, Pobres Moços”, “Se Acaso Você Chegasse” e tantas outras.

Neste vídeo, de um programa gravado pela extinta TV Tupi, Lupicínio conta como foi a desilusão amorosa que o levou a compor “Nervos de Aço”.