Relembre os artistas que participaram do Movimento tropicalista!

Embora muito criticado na época, o Tropicalismo foi um movimento cultural que revolucionou a música brasileira, influenciando gerações futuras e dando mais importância às letras e músicas do nosso país.

Na década de 60, durante a ditadura militar, toda a sociedade sofria com a censura, e o Movimento tropicalista surgiu para quebrar barreiras e mostrar que o povo do Brasil ainda tinha voz. Os principais artistas desse movimento militante seguiam um padrão: roupas coloridas, cabelos compridos… — o objetivo era chocar, chamar atenção. Em contrapartida, as letras das músicas eram codificadas, e exigiam um certo nível de bagagem cultural para serem interpretadas. Nada podia ser tão claro e essa era uma das poucas formas de protesto na época.

Musicalmente, a tropicália uniu artistas de vários estilos e eles sentiram a necessidade de unir forças para aumentar o poder de alcance de suas músicas/protestos. Ritmos bregas misturavam com um rock psicodélico, que brincava um pouco com música erudita e assim o Tropicalismo foi sendo criado. Esse mix todo nos trouxe canções incríveis.

Um dos maiores marcos musicais para o movimento aconteceu no Festival de Música Popular Brasileira (1967), exibido na Rede Record, onde Caetano Veloso cantou “Alegria, Alegria”, que é focada na preocupação com a violência que o país sofria na época:

Vários grandes nomes da música nacional tornaram essa manifestação um grande marco na música do Brasil. Por isso, reunimos os principais “participantes” dessa causa. Você lembra de todos eles?

Caetano Veloso

Gal Costa

Gilberto Gil

Os Mutantes

Rita Lee

Tom Zé

Jorge Ben Jor

Chico Buarque

Como o Axé Music, o Samba e o Frevo criaram o carnaval do Brasil!

O carnaval está aí, uma das épocas do ano mais esperadas pelos brasileiros. Ele é dominado por vários ritmos, dependendo da região do Brasil. O que poucos sabem é que, um dos gêneros mais populares, o axé, nasceu faz pouco tempo e vem de uma mistura de frevo elétrico, rock e ritmos caribenhos, tendo Luiz Caldas, Sarajane e Gerônimo como seus precursores, diretamente das ruas de Salvador.

Desde então, o axé reinventou o carnaval da Bahia, revelando grandes artistas do segmento, como Chiclete com Banana, Carlinhos Brown,  Babado Novo, Ivete Sangalo, Daniela Mercury entre outros. Depois disso, e com a força dessa nova geração, contaminou o Brasil todo com esse ritmo delicioso.

Outro ritmo que é extremamente forte nos dias de folia é o samba, que está completando 100 anos em 2017. O samba como conhecemos hoje nasceu como uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro e teve seu primeiro registro no Brasil com a música “Pelo Telefone” de 1917, do cantor Donga junto com Mauro de Almeida.

Com o passar dos anos, esse estilo musical que nasceu dos escravos e foi duramente criticado com com argumentos racistas conseguiu vencer essa barreira e se tornou uma das características mais fortes da cultura do nosso país.

Já o Frevo, nascido em Recife no começo do século XIX, surgiu com um único propósito: animar o carnaval! O estilo vem acompanhado de figurinos coloridos e uma dança bem característica, cheia de movimentos rápidos, misturando marchas e capoeira. A principal diferença entre o Frevo e os outros estilos aqui mencionados é que o ritmo é quase totalmente instrumental e sua expressão se dava puramente pelos movimentos. Apenas algum tempo depois é que acabou ganhando letras, como “Manda Embora Essa Tristeza”, de Aracy de Almeida, de 1935.

E para comemorar o aniversário de 32 anos da música “Fricote”, de Luiz Caldas, que muitos dizem ser o marco zero do axé music, vamos listar algumas canções para você sair um pouco dos hits radiofônicos e descobrir a origem desse som que faz a gente dançar de uma forma quase que involuntária.

Luiz Caldas – “Fricote”

Gerônimo – Eu Sou Negão

Chiclete com Banana – “Cabelo raspadinho”

Caetano Veloso – Meia Lua Inteira

Daniela Mercury – O Canto da Cidade

Margareth Menezes – “Dandalunda”

Olodum – “Faraó”

Moraes Moreira – “Pombo correio”

Banda Mel – Prefixo de Verão

Timbalada – Beija-flor

 

Por Acaso no Rival ultrapassa 100 mil visualizações

Depois do sucesso de público em cada uma das edições dessa temporada do Por Acaso no Rival, agora celebramos outra conquista: os vídeos dos programas já ultrapassaram 100 mil visualizações no Youtube! Um marco como esse reforça o trabalho e o investimento feitos para manter e propagar cada vez mais a identidade e a beleza da música brasileira.

A volta do Por Acaso foi pensada para aproximar artistas talentosos e fãs em momentos mais íntimos e descontraídos. O programa ao vivo no Teatro Rival tem o clima informal e descontraído, como se recebe uma visita na sala de casa. E momentos como esse precisam ser relembrados e revistos.

Além dos programas completos, separamos algumas pequenas performances que conquistaram o público:

Roberta Sá fez sua versão de uma canção de Chico Buarque

João Bosco fez uma homenagem a Tom Jobim

Alice Caymmi e Gal Costa em um dueto sem igual:

Todos os vídeos na íntegra podem ser vistos no nosso canal no youtube. Enquanto estamos preparando a segunda temporada, reveja quem passou por aqui: Zeca Pagodinho e Mariene de Castro, Gal Costa e Alice Caymmi, Lenine e Roberta Sá, João Bosco e Hamilton de Holanda, Filipe Catto, Simone Mazzer e Ney Matogrosso e Baby do Brasil e Maria Gadú.