João Bosco e Hamilton de Holanda trazem genialidade para o Por Acaso no Rival

Zé Maurício Machline iniciou este encontro com uma palavra que ele mesmo usa pouco e apenas quando tem certeza de que é adequada. O começo desse evento cunhou João Bosco e Hamilton de Holanda com um termo, sem dúvida, merecido por ambos: gênio.

A conversa entre os convidados e o anfitrião não começaria com outro assunto senão os instrumentos que Hamilton e João escolheram para si e o relacionamento sério que têm com eles. João Bosco celebra seu violão tradicional, companheiro inseparável e agradece ao avô por não ter lhe dado, em vez deste, um alaúde.

Com uma grandeza de talento, Hamilton de Holanda, por sua vez, escolheu um instrumento relativamente pequeno para o acompanhar: o bandolim. Mas será mesmo que Hamilton escolheu o bandolim ou foi o bandolim que o escolheu? Durante o bate-papo, o instrumentista conta um pouco sobre a pluralidade de opções que o rodeavam quando criança e como começou esse relacionamento com o instrumento, que é seu objeto de vazão musical.

De todas essas histórias nasceu um momento incomparável de compartilhamento de ideias, talentos, acontecimentos e eventos marcantes na vida de João Bosco e Hamilton de Holanda. Além, é claro, de muita música. Aproveite esse evento único, dê o play:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

O Por Acaso no Rival recebe, a cada semana, dois talentos de vanguarda da música brasileira em um local marcante para a arte no Brasil: o Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Já passaram por aqui Zeca Pagodinho e Mariene de Castro, Gal Costa e Alice Caymmi, Lenine e Roberta Sá e Ney Matogrosso e Filipe Catto.

Hoje é Dia do Samba

Samba não tem hora, não tem dia. Mas hoje marca a data em que esse patrimônio cultural do Brasil ganha atenção especial. O ritmo, nascido, criado e amadurecido totalmente em terras nacionais, precisa ser celebrado com mais afinco todo ano, no 2 de dezembro.

Gilberto Gil e Mariene de Castro

Gilberto Gil e Mariene de Castro

 

Ficou estabelecido o Dia do Samba nesta data quando Ary Barroso chegou, pela primeira vez, na Bahia a convite de um político que não se conformava que o cantor e compositor nunca estivera em seu estado. Ary foi recebido com uma festa que se repete todos os anos desde então em diversos locais pelo país.

Tão importante que é essa mistura de violão, cavaquinho, pandeiro e o que mais vier, que no 25º Prêmio da Música Brasileira, em 2014, não foi possível homenagear apenas um artista, foi preciso exaltar o samba como ritmo e como patrimônio cultural.

 

Leci Brandão

Leci Brandão

Paulinho da Viola e Hamilton de Holanda

Paulinho da Viola e Hamilton de Holanda

 

 

Derivado e adaptado de diferentes ritmos africanos trazidos e mantidos pelos escravos negros e seus descendentes, o samba não tem um único local de nascimento. No Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão e em Minas Gerais as batidas que desenvolveram o que hoje conhecemos como samba, já estavam presentes e no início do século XX.

Sua popularidade é creditada a Tia Ciata, que levou o samba de roda da Bahia para o Rio de Janeiro. Foi na casa de Tia Ciata que nasceu o primeiro samba a ser gravado, “Pelo Telefone”. A partir daí, uma grande leva de músicos, instrumentistas, cantores e compositores se deixou levar pelas batidas e criou-se a história do samba, reconhecido internacionalmente como grande símbolo da música brasileira.

Beth Carvalho

Beth Carvalho

 

Na era do rádio, o samba foi se popularizando cada vez mais nas vozes de Carmen Miranda, Noel Rosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Linda Baptista, Dona Ivone Lara, Cartola, Adoniran Barbosa, Zé Keti e muitos outros. Hoje faz sucesso com todas as faixas etárias através de talentos como Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Alcione, Arlindo Cruz, Roberta Sá, Pretinho da Serrinha e muitos outros nomes da nossa música popular brasileira.

Por Acaso no rival promoveu o reencontro entre Roberta Sá e Lenine

As vozes de Roberta Sá e Lenine já haviam sido ouvidas juntas antes. A música Fogo e Gasolina fez sucesso na combinação do talento dos dois artistas. Enquanto essa canção exalta em si um clima explosivo, a participação de Lenine e Roberta Sá no Por Acaso no Rival foi marcante de um jeito mais carinhoso.

 

Ambos artistas conseguiram envolver o público presente. Roberta Sá expôs seu relacionamento com a música, provocando em todos os presentes a empatia de quem entende bem essa ligação. Roberta também trouxe para o palco canções apresentadas com muito carinho, bem como as histórias que compartilhou com o público.

 

Já o carisma de Lenine serviu de incentivo para que a plateia soltasse a voz ao acompanhá-lo em sua performance, como um coro. A experiência provocou ainda mais sorrisos e aproximou ainda mais o público do cantor e compositor. Lenine também compartilhou com todos algumas das suas experiências ao longo da carreira.

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Parte 5

O Por Acaso no Rival é um evento que consegue juntar música, conhecimento, inspiração, trajetórias distintas e muita emoção a cada semana tendo como ponto de partida artistas brasileiros unidos em um momento só. No youtube ficam disponíveis os vídeos desses encontros e já passaram por nosso palco Mariene de Castro e Zeca Pagodinho, Gal Costa e Alice Caymmi.