São Paulo foi a parada final da Turnê Samba no CCBB

05 Fevereiro 2016,   By ,   0 Comments

Mariene de Castro e Zélia Duncan se despedem da Turnê com um show de samba irreverente e emocionante no CCBB

O Samba no CCBB, que passou por Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, chegou ao fim com sua última parada em São Paulo! A parceria inédita em um palco entre Mariene de Castro e Zélia Duncan, idealizada por Zé Maurício Machline, deixou o CCBB São Paulo no clima para o Carnaval, com um repertório para sambista nenhum colocar defeito!

Mariene definiu a parceria como “um encontro de almas” e ela estava certa. Quem assistiu a um dos shows foi testemunha de uma apresentação descontraída, com duas vozes poderosas e que tão bem se harmonizaram com a leveza e intimidade característica de duas pessoas que se conhecem e se dão bem.

“Dividir o palco com a Zélia é uma delícia, é um prazer, é leve, é alegre. A gente dá gargalhada, a gente brinca, a gente se diverte, a gente se conhece. Tem uma afinidade de alma que transparece por conta da nossa naturalidade, espontaneidade. É o encontro dessas águas e dessas duas almas que estão a serviço da música, que estão aqui para a canção, para esse ofício que nos dá muito prazer. É um sonho que a gente nem sonhou e que chegou e que aconteceu. É mais um presente do Zé Maurício, que é um dos pais da música, que faz música com amor e coloca o que é belo para todo mundo ver”, comenta Mariene. Para Zélia, que tão bem conhece os palcos dos CCBB devido a uma parceira já forte com o Banco do Brasil, conta que sua companheira de pacos, além de ser uma cantora sensacional, emocionante, consistente, é uma “cantora de verdade”. “E eu falo de verdade porque no caso dela, ela tem uma voz linda, uma presença linda, é muito afinada, se emociona com o que está fazendo. Somos muito amigas, rodeadas de cinco músicos que têm uma excelência incrível, criadores, a maioria do samba mesmo. Nós ficamos felizes e esse é o pré-requisito para o show ser muito legal”.

O samba é parte da história das duas cantoras. “O Samba nasceu comigo, está na minha alma. E tudo o que eu fiz, o que eu sou, em toda a minha história ele esteve aqui. Como uma energia, como uma divindade, como uma filosofia de vida, como uma emoção, me ensinando, dando caminhos, a colheita, o pão do dia a dia, a minha cura e, com certeza a cura para o povo, que abre os braços e canta. É a hora que o samba lava a alma da gente”, conta Mariene, que tem sua primeira inspiração nas sambadeiras da Bahia, as senhoras do samba de roda, do Candomblé, dos terreiros, mas que também tem como influência as obras de Dona Edith Duprat, Beth Carvalho, Clara Nunes, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus e Jovelina Pérola Negra.

Com Zélia, não é diferente: “O samba sempre esteve muito perto de mim. Sempre se ouviu muito samba na minha casa e eu sempre me senti muito à vontade, por ser uma ouvinte muito assídua. Participei de vários projetos de samba, tive a honra de cantar com vários sambistas. Esse é um momento de reforçar o que já tem força para mim”, diz. Martinho da Vila, Alcione e Beth Carvalho são os pilares da força que o samba exerce em sua vida. “Minha mãe comprava os discos dessas pessoas, que hoje eu chamo de amigos, com quem eu aprendo de perto sobre várias coisas e que na minha vida representam uma porta de entrada para o samba. Com a existência deles, eles me estenderam a mão.”

Zélia e Mariene cantaram músicas de seus repertórios, sambas clássicos e se divertiram no palco, com os músicos, com a plateia. Um show inesquecível e que, sem dúvida, deve se repetir.

Foram dias de muita música, muita alegria e muita descontração das cantoras, músicos e do público que foi assistir aos espetáculos! O Prêmio da Música Brasileira agradece a colaboração de cantores, equipe e público para o sucesso de mais um projeto que leva música e cultura para nosso País!

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