Herbert Lucena, um dos grandes vencedores de 2012, fala sobre o PMB

04 Janeiro 2013,   By ,   0 Comments

O PMB de 2012 teve uma surpresa : o músico pernambucano Herbert Lucena .  Desconhecido do grande público, ele foi o recordista de indicações e – ao lado de Criolo – o grande vencedor da noite. “Não imaginava em momento algum que receberia três premiações”, disse ele. Em entrevista, ele fala sobre esse momento, Tom Jobim e dá um recado para os independentes: “a persistência é a palavra-chave.”

 O fato de ter sido vencedor do PMB aumento sua visibilidade? O que mudou na sua carreira?
Sim, o PMB está abrindo várias oportunidades e dando visibilidade e credibilidade ao meu trabalho. Foram várias entrevistas em jornais, revistas, televisão e blogs. Consegui aumentar a agenda de shows, além de assinar contrato de distribuição do disco no Brasil e no Japão,através da gravadora Albatroz.

 Você já tinha sido premiado antes, mas como produtor. Como foram estes projetos anteriores?
Em 2008 produzi e dirigi o CD do grupo pernambucano Fim de Feira. O disco foi indicado no PMB em 2009 e venceu na categoria Melhor Grupo Regional. Além do grupo Fim de Feira, outro trabalho produzido por mim também concorria na mesma categoria – Grupo Mazuca de Agrestina (PE). Fiquei muito orgulhoso de participar da produção destes dois álbuns, e de ver o trabalho dos mesmos reconhecido nacionalmente.

Como foi ver a lista dos indicados e perceber que você era o indicado em mais categorias?
Foi uma grande surpresa. Quando inscrevi o meu álbum, acreditava que poderia ser indicado, mas nunca em quatro categorias. Recebi a notícia das quatro indicações por telefone, da voz do próprio Zé Maurício Machline, que me parabenizou pelo recorde de indicações.

 No dia do PMB, quando você foi ao Municipal, o que passava pela sua cabeça?  E quando você foi recebendo prêmio atrás de prêmio?
Cheguei ao Municipal sem grandes pretensões, já me sentia muito gratificado pelas indicações. Não imaginava em momento algum que receberia três premiações. Foi uma felicidade inenarrável quando escutei a anunciação da premiação de Melhor Álbum Regional. Nesse momento não imaginava que viriam mais as duas  premiações seguintes: a de Melhor Cantor Regional e de Melhor Projeto Visual, este último creditado ao designer gráfico Evandro Borel – que conseguiu captar toda a essência musical do meu trabalho e expressá-la em imagens.

 O homenageado deste ano é tom Jobim. Para você, qual o papel de Tom na música brasileira?
Tom Jobim é uma das maiores referencias da música brasileira. Assim como Villa-Lobos, ele soube mesclar a música popular brasileira com a harmonia contemporânea da música clássica, criando assim um estilo único na forma de tocar e interpretar. Levou com maestria a música brasileiras aos quatro cantos do mundo. Sua música será eterna. O PMB fez uma grande escolha ao homenageá-lo na próxima edição.

 Que recado você daria para todos os músicos independentes que ainda lutam por seu “lugar ao sol”? Hoje em dia, os independentes têm mais ferramentas?
A persistência é a palavra-chave para quem faz trabalhos independentes. Hoje uma grande aliada para divulgação da música independente é a Internet. O artista pode divulgar seu trabalho sem custos elevados e chegar até seu público sem depender obrigatoriamente de gravadoras. Muitas vezes é através desta divulgação que se faz a ponte para se chegar a uma distribuidora e a produtores interessados em comercializar esses trabalhos.