No Rio, Tom Jobim ganha exposição permanente

01 novembro 2012,   By ,   0 Comments

374 Um piano, manuscritos, partituras, fotografia e até o seu inseparável chapéu. Esses são alguns dos objetos expostos – desde a última terça-feira (30) – no Instituto Antonio Carlos Jobim, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. É a mostra permanente “Tom Jobim- Música e Natureza”.

Os curadores são Paulo e Elianne Jobim, filho e nora de Tom. “Nossa primeira ideia foi fazer uma exposição mais sensorial. Como se fosse a primeira vez em que as pessoas ouviram ‘Chega de Saudade’. Mas tínhamos tanto material legal que fomos incluindo”, explica Elianne. Para Paulo, a mostra é também um passeio pelo mundo de Tom. “Não somente sobre sua obra musical, mas também sobre a preservação da natureza e a busca de uma vida com maior harmonia”, ressalta. Nos murais, toda as fases de sua vida. A mostra toda pode ser percorrida, claro, com a trilha sonora do compositor.

Dez coisas para você ficar de olho!
1-    O piano de armário da marca Weimar, no qual Tom criou grandes composições . Foi seu segundo piano e um grande xodó do músico.


2-  Coleção de apitos com som de pios de pássaros. Jobim amava a natureza e, em especial, os pássaros.
3 – Rascunho original de “Águas de Março”  com  marcas de queimaduras das brasas de seu charuto. Foi feito durante a obra do seu sítio mítico em Poço Fundo.Tanto que a letra faz várias alusões a uma obra.
4 – O violão Sinatra que foi usado por ele nas gravações com Frank Sinatra. Ele acabou de ser restaurado pelo próprio Paulo Jobim.
5 – Fotos de momento de intimidade pouco conhecidos,como por exemplo as pescarias noturna na praia, com a família. Ele adorava pescar.
6 – A reprodução de sua casa na Nascimento Silva, em Ipanema. Um endereço importantíssimo da música brasileira. Na sala desse apartamento, aconteceram encontros históricos.
7 –  A reprodução de sua casa no Jardim Botânico, em uma nova fase de sua vida.
8 – Um  chapéu de Tom. Os panamás eram uma de suas marcas.
9 – A mesinha qem que trabalhava compondo, na Nascimento Silva, e sua lupas, ótimas para ler partituras!
10 – Livros preferidos de Tom, com os de  Guimarães Rosa – era apaixonado pela obra de Rosa e compôs músicas inspiradas nela –  e um songbook de Gershwin, compositor com quem tinha uma enorme afinidade.

A mostra é permanente e tem a entrada franca, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, na Rua Jardim Botânico, 1008, B: Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ.