Um dia verde e rosa

28 abril 2014,   By ,   0 Comments

Foi em 28 de abril de 1928 que um grupo de sambistas (entre eles, gente como Cartola e Carlos Cachaça) fundou uma das escolas de samba mais populares do Rio de Janeiro e do país. Nascia a Estação Primeira de Mangueira.

As cores quem escolheu foi Cartola. Uma opção tão original quanto insólita, mas que, afinal, deu certo. Ninguém é capaz de pensar em outra coisa quando vê misturados o verde e o rosa.

A agremiação é berço de grandes compositores (como Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Nelson Sargento) e admirada por artista como Chico Buarque, Tom Jobim, Alcione, Wanderléa (que integra o Conselho do Prêmio da Música Brasileira) e Beth Carvalho (que este ano atua como consultora do PMB em seu tributo ao samba). Mas essa admiração já provocou ciúmes.

Certa vez, o compositor Hermínio Bello de Carvalho pediu ao portelense Paulinho da Viola para musicar uma letra que exaltava a Estação Primeira. Ele caprichou tanto que a canção se transformou num hino: era “Sei Lá, Mangueira”. Aí a rivalidade falou mais alto, o pessoal da Portela ficou meio chateado e Paulinho se viu numa saia justa.

O mal-estar, porém, não durou muito. Paulinho resolveu fazer um samba para a sua escola de coração. E depois de ouvir “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” nenhum portelense teve mais qualquer motivo para reclamar. Mas isso já é uma outra história.