Samba marciano

04 Abril 2014,   By ,   0 Comments

Diz a velha canção que “o samba nasceu lá na Bahia”. Fato. Mas o ritmo – que é nosso homenageado no 25º Prêmio da Música Brasileira – cresceu, ganhou o mundo e chegou até Marte.

Não é brincadeira, não. Foi em 1997, quando a agência espacial norte-americana, a Nasa, realizava uma missão no Planeta Vermelho com a nave Pathfinder. Junto com ela estava o robô Sojourner, responsável por coletar material em solo marciano.

Em expedições tripuladas, era habitual que os engenheiros da Nasa acordassem os astronautas com músicas. E eles mantiveram a tradição, simbolicamente, para “acordar” o robô.

Ocorre que havia uma brasileira na equipe da agência, a engenheira Jacqueline Lyra. E coube a ela, certo dia, escolher o toque de despertar. Foi assim que, diretamente do estado da Califórnia, numa sexta-feira, 11 de julho, o samba “Coisinha do Pai”, de Jorge Aragão (na foto), Almir Guineto e Luís Carlos, começou a ser executado para o seu ouvinte solitário em Marte.