Um elenco afinado na passagem de som

10 dezembro 2015,   By ,   0 Comments

Os intérpretes da Turnê do 26º PMB se familiarizam com o Araújo Vianna

Após um encontro com artistas e imprensa local de Porto Alegre/RS, os intérpretes da Turnê do 26º PMB- Homenagem a Maria Bethânia, se juntaram e se revezaram no palco do Auditório Araújo Vianna para uma passagem de som, sempre necessária para acertar os últimos ponteiros. Ainda mais quando se está na véspera da estreia nacional de uma tour.

A banda capitaneada pelo maestro Cristóvão Bastos já estava azeitada. Enquanto os artistas recepcionavam convidados num coquetel, eles já haviam trabalhado a todo vapor, afinando os instrumentos, acertando os acordes, as entradas, o tom e a cadência de um espetáculo planejado para cativar o público do começo ao fim. O palco foi estrategicamente desenhado: de um lado, o grupo de cordas e maestro ao teclado; na outra metade, a cozinha, com percussão e metais. Ao centro, as estrelas da noite.

Direto da mesa de operações, o diretor do show, José Maurício Machline, já fizera os acertos finais de luz e projeções, num palco com efeitos especiais pensados para adicionar um maior impacto ainda à plateia de 3 mil pessoas que no dia seguinte lotaria o auditório.

Alguns dos artistas locais, convidados e imprensa que participaram minutos antes de um coquetel de recepção à turnê, permaneceram na plateia para apreciar a performance dos cantores/as.

Em sequência, entraram um a um para cantar “Maria”. Um acerto aqui na entrada, uma volta ali. Zé Maurício já está no palco, capitaneando essa nau que segue de vento em popa. Todos os artistas tinham feito ensaios individuais com os músicos numa maratona de vários dias ao longo de outubro em estúdio no Rio de Janeiro.

Em Porto Alegre, a questão era se familiarizar com o local, sua acústica, as dimensões e sobre cada passada a dar no palco. Daí cada um dos intérpretes executa o seu setlist. Na ordem, que é quase a do show, se apresentam Zélia Duncan e Arlindo Cruz – este, na hora que levanta para Cantar “Reconvexo”, faz até a plateia do ensaio ficar de pé. João Bosco também faz seu peculiar set sentado ao violão. Até que se levanta para cantar “Negue”, indo em direção ao maestro – “Não lhe jogue esse olhar apaixonado”, descontraiu o diretor Zé Maurício. No seu trecho final, Bosco dá a deixa para a entrada de Camila Pitanga, que a partir de então assume o posto no palco, indo da canção romântica a um gingado já desconcertante nesta prévia.

Já passam das 22h. Hora de se recolher do ensaio, guardar energias. A ordem é içar as velas rumo à grande estreia.

Dia seguinte

Já no domingo, 8 de novembro, foi a vez de Chico César e da própria Bethânia fazerem a passagem de som poucas horas antes do início do espetáculo, a fim de que nada desse errado. E Chico acertou a pegada de seu repertório mais nordestino, com canções alusivas ao forró e à música do sertão.

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Bethânia chegou e o seu treino final já é mesmo um pré-show. A diva é exigente nos acordes, não aceita nada além do que estiver perfeito. Maestro faz os ajustes finais; o diretor dá as últimas diretrizes. Todos os artistas se reúnem no palco, oportunidade única de todos ensaiarem o bis, que lógico, não faltaria e se provaria inesquecível.

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