10 curiosidades sobre Elis Regina!

O que falar de Elis Regina Carvalho Costa, mais conhecida como Elis Regina ou para os críticos, “maior cantora brasileira”? Com uma grande extensão vocal e uma dramaticidade incrível nos palcos, Elis alcançou o estrelato após cantar o hino “Arrastão”, no festival TV Excelsior, em 1965, e não parou mais.

Praticamente uma camaleoa musical, a cantora de “Falso Brilhante” já cantou MPB, bossa nova, samba, pop, rock e até Jazz, ajudou a construir carreiras, como a do Milton Nascimento, Ivan Lins e João Bosco, que eram pouco conhecidos na época.

Mas o post de hoje não será sobre a espetacular história da cantora, e sim sobre curiosidades e fatos sobre a sra. Regina que apenas os mais fervorosos fãs sabem. Vamos lá?

1- Tom Jobim disse “Não” para Elis durante a audição do disco “Pobre Menina Rica”, em 1964. 10 anos depois eles gravaram o histórico “Elis & Tom”.

2- Elis tinha diversos apelidos: Pimentinha, Furacão, Baixinha e Elis-cóptero, dado pela sua amiga Rita Lee.

3- Após sua morte, foi encontrada sua agenda de 1982, contendo anotações sobre o novo disco que a cantora preparava com músicas de Milton e Tom Jobim. :/

4- Ela tinha apenas 1,53 metros de altura.

5- A tour do álbum “Falso Brilhante”, de 1976, teve 257 apresentações com um total de 280 mil pessoas, gastos de 560 milhões de cruzeiros e bilheteria de 8 bilhões de cruzeiros. Tudo isso em apenas 14 meses em cartaz. Dados impressionantes para a época.

6- Elis foi a homenageada da noite na oitava edição do Prêmio da Música Brasileira, em 1995!

7- Após se apresentar no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 1979, Elis ficou conhecida entre os críticos europeus como “a nova Ella Fitzgerald”. Apelido que emocionou muito a cantora, que tinha Ella como uma das suas maiores inspirações.

8- Milton Nascimento revelou que Elis era sua maior musa inspiradora e que só fazia músicas pensando nela. Após sua morte, Nascimento revelou que sonhou com a cantora todos os dias durante um tempo.

9- A conceituada cantora Björk revelou que Elis foi uma das suas grandes inspirações e até escreveu uma canção para ela, intitulada de “Isobel”. Quando veio ao Brasil, a islandesa chorou ao conhecer o filho de Elis.

10- Em 1976, quando Rita Lee foi presa por porte de maconha, Elis enviou uma carta para ela, destruindo todos os rumores de rivalidade entre as cantoras. O engraçado da história é que as duas não se conheciam ainda, mas após o ocorrido elas cantaram juntas no especial da TV Bandeirantes, no mesmo ano, a convite de Elis.

Relembre os artistas que participaram do Movimento tropicalista!

Embora muito criticado na época, o Tropicalismo foi um movimento cultural que revolucionou a música brasileira, influenciando gerações futuras e dando mais importância às letras e músicas do nosso país.

Na década de 60, durante a ditadura militar, toda a sociedade sofria com a censura, e o Movimento tropicalista surgiu para quebrar barreiras e mostrar que o povo do Brasil ainda tinha voz. Os principais artistas desse movimento militante seguiam um padrão: roupas coloridas, cabelos compridos… — o objetivo era chocar, chamar atenção. Em contrapartida, as letras das músicas eram codificadas, e exigiam um certo nível de bagagem cultural para serem interpretadas. Nada podia ser tão claro e essa era uma das poucas formas de protesto na época.

Musicalmente, a tropicália uniu artistas de vários estilos e eles sentiram a necessidade de unir forças para aumentar o poder de alcance de suas músicas/protestos. Ritmos bregas misturavam com um rock psicodélico, que brincava um pouco com música erudita e assim o Tropicalismo foi sendo criado. Esse mix todo nos trouxe canções incríveis.

Um dos maiores marcos musicais para o movimento aconteceu no Festival de Música Popular Brasileira (1967), exibido na Rede Record, onde Caetano Veloso cantou “Alegria, Alegria”, que é focada na preocupação com a violência que o país sofria na época:

Vários grandes nomes da música nacional tornaram essa manifestação um grande marco na música do Brasil. Por isso, reunimos os principais “participantes” dessa causa. Você lembra de todos eles?

Caetano Veloso

Gal Costa

Gilberto Gil

Os Mutantes

Rita Lee

Tom Zé

Jorge Ben Jor

Chico Buarque

Como o Axé Music, o Samba e o Frevo criaram o carnaval do Brasil!

O carnaval está aí, uma das épocas do ano mais esperadas pelos brasileiros. Ele é dominado por vários ritmos, dependendo da região do Brasil. O que poucos sabem é que, um dos gêneros mais populares, o axé, nasceu faz pouco tempo e vem de uma mistura de frevo elétrico, rock e ritmos caribenhos, tendo Luiz Caldas, Sarajane e Gerônimo como seus precursores, diretamente das ruas de Salvador.

Desde então, o axé reinventou o carnaval da Bahia, revelando grandes artistas do segmento, como Chiclete com Banana, Carlinhos Brown,  Babado Novo, Ivete Sangalo, Daniela Mercury entre outros. Depois disso, e com a força dessa nova geração, contaminou o Brasil todo com esse ritmo delicioso.

Outro ritmo que é extremamente forte nos dias de folia é o samba, que está completando 100 anos em 2017. O samba como conhecemos hoje nasceu como uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro e teve seu primeiro registro no Brasil com a música “Pelo Telefone” de 1917, do cantor Donga junto com Mauro de Almeida.

Com o passar dos anos, esse estilo musical que nasceu dos escravos e foi duramente criticado com com argumentos racistas conseguiu vencer essa barreira e se tornou uma das características mais fortes da cultura do nosso país.

Já o Frevo, nascido em Recife no começo do século XIX, surgiu com um único propósito: animar o carnaval! O estilo vem acompanhado de figurinos coloridos e uma dança bem característica, cheia de movimentos rápidos, misturando marchas e capoeira. A principal diferença entre o Frevo e os outros estilos aqui mencionados é que o ritmo é quase totalmente instrumental e sua expressão se dava puramente pelos movimentos. Apenas algum tempo depois é que acabou ganhando letras, como “Manda Embora Essa Tristeza”, de Aracy de Almeida, de 1935.

E para comemorar o aniversário de 32 anos da música “Fricote”, de Luiz Caldas, que muitos dizem ser o marco zero do axé music, vamos listar algumas canções para você sair um pouco dos hits radiofônicos e descobrir a origem desse som que faz a gente dançar de uma forma quase que involuntária.

Luiz Caldas – “Fricote”

Gerônimo – Eu Sou Negão

Chiclete com Banana – “Cabelo raspadinho”

Caetano Veloso – Meia Lua Inteira

Daniela Mercury – O Canto da Cidade

Margareth Menezes – “Dandalunda”

Olodum – “Faraó”

Moraes Moreira – “Pombo correio”

Banda Mel – Prefixo de Verão

Timbalada – Beija-flor