Ney Matogrosso, Filipe Catto e Simone Mazzer impressionam em mais um encontro de talentos do Por Acaso no Rival

As personalidades performáticas de Filipe Catto e Ney Matogrosso não precisam de apresentação formal. A comparação entre o talento dos dois não é novidade e eles entendem a razão, já que os timbres de suas vozes são mesmo similares.

O gaúcho Filipe Catto, logo no começo do programa, cantarola quatro estrofes de uma canção tradicional do estado mais ao Sul do Brasil, mas confessa que explora pouco essa vertente regional. O artista também revela que o irmão e o pai têm vozes parecidas, apesar de não a dividirem com o grande público profissionalmente. Mas a maior comparação de seu talento, concorda Filipe, é com o companheiro de palco, Ney Matogrosso.

 

O evento ainda teve uma surpresa: a participação da cantora e atriz Simone Mazzer. A artista não só contou um pouquinho sobre como começou a se aventurar no mundo da música, como também acompanhou Filipe Catto em diversas canções.

 

Durante o bate-papo, Ney Matogrosso contou sobre a história do figurino mascarado que usava para se apresentar com o grupo Secos e Molhados. Tal vestimenta despertou uma liberdade de expressão que ele próprio desconhecia até aquele momento. Não fica dúvida de que essa personalidade única o consagrou como figura ímpar no cenário da música brasileira.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

O Por Acaso no Rival reativou os saudosos encontros do programa Por Acaso dos anos 90. A cada semana, dois nomes de vanguarda da música brasileira se encontram para cantar e bater um papo com Zé Maurício Machline no palco do Teatro Rival, no Rio de Janeiro.

João Bosco e Hamilton de Holanda trazem genialidade para o Por Acaso no Rival

Zé Maurício Machline iniciou este encontro com uma palavra que ele mesmo usa pouco e apenas quando tem certeza de que é adequada. O começo desse evento cunhou João Bosco e Hamilton de Holanda com um termo, sem dúvida, merecido por ambos: gênio.

A conversa entre os convidados e o anfitrião não começaria com outro assunto senão os instrumentos que Hamilton e João escolheram para si e o relacionamento sério que têm com eles. João Bosco celebra seu violão tradicional, companheiro inseparável e agradece ao avô por não ter lhe dado, em vez deste, um alaúde.

Com uma grandeza de talento, Hamilton de Holanda, por sua vez, escolheu um instrumento relativamente pequeno para o acompanhar: o bandolim. Mas será mesmo que Hamilton escolheu o bandolim ou foi o bandolim que o escolheu? Durante o bate-papo, o instrumentista conta um pouco sobre a pluralidade de opções que o rodeavam quando criança e como começou esse relacionamento com o instrumento, que é seu objeto de vazão musical.

De todas essas histórias nasceu um momento incomparável de compartilhamento de ideias, talentos, acontecimentos e eventos marcantes na vida de João Bosco e Hamilton de Holanda. Além, é claro, de muita música. Aproveite esse evento único, dê o play:

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O Por Acaso no Rival recebe, a cada semana, dois talentos de vanguarda da música brasileira em um local marcante para a arte no Brasil: o Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Já passaram por aqui Zeca Pagodinho e Mariene de Castro, Gal Costa e Alice Caymmi, Lenine e Roberta Sá e Ney Matogrosso e Filipe Catto.

Hoje é Dia do Samba

Samba não tem hora, não tem dia. Mas hoje marca a data em que esse patrimônio cultural do Brasil ganha atenção especial. O ritmo, nascido, criado e amadurecido totalmente em terras nacionais, precisa ser celebrado com mais afinco todo ano, no 2 de dezembro.

Gilberto Gil e Mariene de Castro

Gilberto Gil e Mariene de Castro

 

Ficou estabelecido o Dia do Samba nesta data quando Ary Barroso chegou, pela primeira vez, na Bahia a convite de um político que não se conformava que o cantor e compositor nunca estivera em seu estado. Ary foi recebido com uma festa que se repete todos os anos desde então em diversos locais pelo país.

Tão importante que é essa mistura de violão, cavaquinho, pandeiro e o que mais vier, que no 25º Prêmio da Música Brasileira, em 2014, não foi possível homenagear apenas um artista, foi preciso exaltar o samba como ritmo e como patrimônio cultural.

 

Leci Brandão

Leci Brandão

Paulinho da Viola e Hamilton de Holanda

Paulinho da Viola e Hamilton de Holanda

 

 

Derivado e adaptado de diferentes ritmos africanos trazidos e mantidos pelos escravos negros e seus descendentes, o samba não tem um único local de nascimento. No Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão e em Minas Gerais as batidas que desenvolveram o que hoje conhecemos como samba, já estavam presentes e no início do século XX.

Sua popularidade é creditada a Tia Ciata, que levou o samba de roda da Bahia para o Rio de Janeiro. Foi na casa de Tia Ciata que nasceu o primeiro samba a ser gravado, “Pelo Telefone”. A partir daí, uma grande leva de músicos, instrumentistas, cantores e compositores se deixou levar pelas batidas e criou-se a história do samba, reconhecido internacionalmente como grande símbolo da música brasileira.

Beth Carvalho

Beth Carvalho

 

Na era do rádio, o samba foi se popularizando cada vez mais nas vozes de Carmen Miranda, Noel Rosa, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Linda Baptista, Dona Ivone Lara, Cartola, Adoniran Barbosa, Zé Keti e muitos outros. Hoje faz sucesso com todas as faixas etárias através de talentos como Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Alcione, Arlindo Cruz, Roberta Sá, Pretinho da Serrinha e muitos outros nomes da nossa música popular brasileira.