50 anos de Opinião e liberdade

20 fevereiro 2015,   By ,   0 Comments

Foi em fevereiro de 1965 que ela estreou no Teatro de Arena do Rio de Janeiro com o antológico show Opinião. Tinha apenas 17 anos e uma grandeza que já se anunciava na atitude e no canto. Na trajetória que a trouxe aos dias de hoje, ela seguiu liberta, altiva, dona de si. Sem concessões a nada que não lhe falasse à alma e ao coração. É senhora de sua história e suas escolhas. Certamente por isso, 50 anos depois, sabemos hoje muito bem quem é o que representa Maria Bethânia, a homenageada do 26º Prêmio da Música Brasileira.

Em recente entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Bethânia reviveu o passado, falou do Brasil, recordou pessoas que lhe são caras e explicou o que a levou a deixar de cantar “Carcará”, a canção de João do Valle que marcou o Opinião e seu início de carreira – e está de volta, de forma incidental, em seu novo show.

Ela explica: “Tem ‘Carcará’ [no novo show], mas não sou eu que canto, não. São os meninos. Os meninos fizeram o encerramento deles com ‘Carcará’ de um modo, sei lá, deles. Os músicos chegaram ali no ‘Carcará’ não sei por quê. Achei lindo. Ficou lá. E eu adoro, porque não canto. Ouço. [ri] Ela [a canção] nunca foi problema. Sempre foi a maior maravilha da minha vida. O problema era a burrice das pessoas. Essa coisa comum: faz sucesso, só quer ouvir aquilo. E eu não estou para isso. Quero cantar o que eu quero, o que me dá vontade. Deus me deu voz e liberdade para isso”.