Tom Jobim: saiba mais sobre o homenageado deste ano!

31 janeiro 2013,   By ,   0 Comments

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Tom Jobim: infância numa Ipanema inesquecível
“Ah, a minha infância foi realmente muito boa! A gente amarrava a pipa numa arvorezinha, ia tomar lanche. Voltava e a pipa continuava lá, paradinha, no vento. Todo mundo se conhecia, todo mundo era amigo. Essa infância em Ipanema foi inesquecível para mim”

Um arquiteto que nasceu para ser músico
Quando criança, Tom queria ser engenheiro ou médico. Mas quando chegou a hora da escolha, nos anos 40, acabou indo para a faculdade de arquitetura. Era canhoto e tinha jeito pra desenhar.  “Cheguei a cursar o primeiro ano. Porém a música era para mim um apelo irresistível, e descobri que os meus ‘castelos’ jamais seriam construídos com cimento e tijolos”

Tom no Beco da Garrafas
“Eu tinha uns 20 anos, 21 talvez…Quando eu resolvi me casar, aos 22, já estava nessa vida da noite. Era noite eterna porque quando raiava o dia eu ia dormir. E quando escurecia eu ia tomar banho, comer um troço, ia para a boate tocar piano.”

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Um emprego e uma sinfonia
Em 1952 foi contratado pela gravadora Continental. “Não era um grande
emprego. Mas deu para alugar um apartamento de dois quartos, em
Copacabana”,dizia. Foi a gravadora que lançou o disco “Sinfonia do Rio de Janeiro” (1954). parceria de Tom e Billy Blanco

A primeira parceria com Vinícius
Nos anos 50, Vinícius tinha escrito “Orfeu da Conceição”, uma adaptação do mito grego
de Orfeu e Eurídice. Queria alguém para musicá-la. E os amigos sugeriram um rapaz novo: Tom Jobim!

Newton Mendonça
Ele entrou para a história como “o letrista de Tom”. Mas para diversos especialistas, sem ele a bossa-nova não teria existido. Entre as parcerias da dupla estão ‘Samba de Uma Nota Só’, ‘Desafinado’ e ‘Meditação’. Das sete canções de Tom que, nesses mais de 50 anos, passaram de dois milhões de execuções, estão estas três.

‘Chega de Saudade’ e o surgimento da bossa nova
A música composta por Tom e Vinícius de Moraes e gravada por João Gilberto, é considerada um dos marcos inaugurais da Bossa Nova.

‘Por Causa de Você’: Dolores Duran rouba a cena
A canção “Por causa de você”, uma composição de Tom Jobim e Dolores Duran, que será interpretada por Nana Caymmi no 24º Prêmio da Música Brasileira, foi lançada em 1957 e é um clássico da MPB. A música do então principiante Tom Jobim teria letra de Vinícius de Moraes, mas, logo que Dolores escutou a belíssima melodia, encantou-se e fez, de pronto, o poema.

 “Brasília – Sinfonia da Alvorada”: a tristaza que vem da beleza

Uma passagem histórica importante na vida e obra de Antonio Carlos Jobim foi o lançamento de “Brasília – Sinfonia da Alvorada”, em 1960. A peça, criada em parceria com Vinicius de Moraes, expressa com força o passo a passo da construção da capital, um dos principais legados do presidente JK. A canção capta com sensibilidade o “espírito ancestral do lugar” e a magnitude dos campos.

A história de ‘Águas de Março’
A música foi composta no sítio da família, em Poço Fundo, na região de Petrópolis. E que, por ironia do destino, foi destruído há dois anos na enchente que devastou a serra do Rio de Janeiro. Para o pianista e neto de Tom, Daniel Jobim, “a música foi uma coisa profética. Ele via que, a cada ano, o rio subia um pouco mais”.

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Uma paixão: escrever cartas
Em uma das cartas, Tom escreveu, enquanto esperava a gravação do CD com Frank Sinatra em Los Angeles, ao amigo Vinicius e se definiu como “um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose”, e assinou: “Astênio Claustro Fobim”.

Uma cidade: o Rio de Janeiro
“O Rio de Janeiro é um lugar encantado. Um lugar paradisíaco. Mar e praias maravilhosas de areia fina, águas azuis de temperatura perfeita e maravilhosa, cercado de montanhas cobertas de floresta com orquídeas, micos, esquilos e uma quase infinita  variedade de pássaros, passarinhos e passarões.”

Uma inspiração: Villa-Lobos
De Tom “Ele escrevia do Piccolo ao contrabaixo, e dez aparelhos de som ligados, televisão ligada, Ampex ligado, uma soprano berrando no piano, um cara tocando o piano, outro o violino. E eu vendo aquele homem escrever aquela música completa, aqueles acordes de oito sons e eu digo: “Mas maestro, como é que o senhor consegue?” E ele me diz: “Meu filho, o ouvido de fora não tem nada a ver com o ouvido de dentro.” Essa foi a primeira frase que Villa-Lobos me disse.”

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Fotos: Instituto Tom Jobim